Por vicissitudes várias, mais concretamente, uma operação e vida profissional, já perdi mais jogos na luz esta época (3, que são todos) do que a média das faltas em todas as épocas desde que o meu pai me começou a levar sempre à bola (81-82). Agora, devido a um atrasado mental, corro o sério risco de perder o próximo.
O meu pequeno drama pessoal não tem qualquer importância, no entanto, como benfiquista interessado e participativo na vida do clube, é com enorme preocupação que vejo a situação que ocorreu ontem no final da primeira parte.
Devido ao anormal que ontem irrompeu pelo campo, parece-me que, à luz dos regulamentos (estúpidos, diga-se), o próximo jogo terá que ser à porta fechada. Além do avultado rombo financeiro devido à perda da receita de bilheteira, o Benfica arrisca-se a perder aquele elemento que ontem, não fosse outro atrasado mental chamado Katsouranis, nos ia fazendo permitir jogar com 12 contra os habituais 14 do porto durante os 90 minutos, o público.
Sinceramente, não faço qualquer ideia sobre a atitude que a direcção do Benfica deverá tomar. O meu instinto diz-me que deveríamos mantermo-nos calados e esperar que alguém descobrisse um artíficie legal que nos levasse apenas a sofrer uma valente multa. Por outro lado, nós somos o Benfica e no reconhecimento da nossa grandeza deve estar incluída a noção que, se somos tantos, também há-de haver muita gente como aquele anormal.
Desta forma, não deveria ser o próprio Benfica a adiantar-se a quem de direito e, dentro das suas possibilidades, punir o seu presumível associado? Com ou sem castigo, se aquele homem é associado do Benfica, deveria-lhe ser vedada a hipótese de ostentar esta honra que é ser sócio do Sport Lisboa e Benfica.
No entanto...
A lei é estúpida, muito estúpida, diga-se.
Em primeiro lugar, como é óbvio, um acto isolado não reflecte o comportamento de todos. Acrescente-se que, no estádio da luz, o público é, regra geral, muito ordeiro.
Em segundo lugar, faz parte das atribuições de um organizador de um jogo, zelar pela segurança dos seus intervenientes e público. Entre outras coisas, este zelo consubstancia-se na actuação coordenada com as autoridades no sentido de promover a segurança de todos. Para além de umas reuniões e comunicados de imprensa, isto significa que o clube organizador tem que pagar a polícia e os stewards. Neste caso, para além dos mil e tal stewards ou lá o que é, foram 591 agentes da autoridade...
Por último, estando nós num país onde há leis e forças policiais, por que razão há-de um clube pagar pelo acto irreflectido de alguém num espaço público mesmo que esse espaço seja o do clube e mesmo que essa pessoa traje as suas cores e seja, possivelmente, seu associado? O Benfica pagou à polícia para estar presente e contratou uma infinidade de stewards de forma a que a segurança de todos fosse garantida e depois, porque realmente 60000 pessoas é muita gente e a bola tem mais interesse do que estar a olhar para a bancada, como um doente mental salta das bancadas e dá um empurrão a um árbitro, o Benfica deverá ser punido. Não faz sentido!
Resumindo:
Poupe-se na polícia e nos stewards, multe-se e venda-se o Katsouranis e compre-se um defesa-direito e outro central!